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Backrooms: como a A24 transformou o mito mais assustador da internet em cinema

Backrooms: como a A24 transformou o mito mais assustador da internet em cinema

O filme “Backrooms: Um Não-Lugar” lidera as bilheterias no Brasil e se tornou a maior estreia global da A24, trazendo para as telas o universo perturbador criado a partir de uma lenda urbana digital.
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Você já sentiu um déjà vu ao olhar para um corredor vazio, com papel de parede amarelado e luz fluorescente? Essa sensação estranha é o ponto de partida para “Backrooms: Um Não-Lugar”, novo filme de terror surreal da A24, que estreou no Brasil no topo das bilheterias e alcançou um marco histórico para o estúdio ao redor do mundo. O longa já arrecadou US$ 118 milhões globalmente e tem como diretor Kane Parsons, de apenas 20 anos, o mais jovem da história da produtora.

O que são os Backrooms?

O conceito de Backrooms surgiu nos anos 2010, em um post no fórum 4chan. A imagem mostrava salas vazias, com paredes amarelas, carpete gasto e iluminação artificial, despertando ao mesmo tempo familiaridade e desconforto. A legenda dizia: “Se você não tomar cuidado e escorregar para fora da realidade no lugar errado, vai acabar nos Backrooms…”. Esse espaço fictício logo se tornou um fenômeno online, inspirando fanfics, wikis, teorias e, principalmente, vídeos.

Kane Parsons, conhecido como Kane Pixels no YouTube, foi fundamental para popularizar a lenda. Em 2022, ele lançou o vídeo “The Backrooms (Found Footage)”, que já ultrapassa 78 milhões de visualizações. A produção simula uma gravação perdida de alguém preso nesse universo, misturando terror e mistério. Ao longo de 16 episódios, Parsons expandiu a mitologia com uma narrativa sobre uma corporação fictícia, Async Research Institute, responsável pela criação dos Backrooms.

O apelo desse universo está na mistura do comum com o estranho. Corredores infinitos, ruído constante das lâmpadas e móveis fora de lugar criam uma atmosfera de pesadelo que desperta sensações conhecidas, mas distorcidas. Por isso, a ideia ganhou força entre fãs de terror e cultura digital.

Como foi construir os Backrooms no cinema?

Levar o universo dos Backrooms para o cinema foi um desafio monumental. A equipe de design de produção, liderada por Danny Vermette, precisou construir um set físico de quase 30 mil metros quadrados, utilizando 37 mil metros de papel de parede amarelo e 29 mil metros de carpete. O objetivo era criar uma experiência sensorial autêntica para os atores e, por consequência, para o público.

Segundo Vermette, a pesquisa envolveu dezenas de amostras de papel de parede até encontrar a tonalidade e textura ideais. A iluminação também foi cuidadosamente planejada, usando luzes de cinema para simular o efeito surreal das lâmpadas fluorescentes típicas dos Backrooms. Além disso, elementos como pilhas de roupas usadas e móveis antigos foram incorporados para reforçar o clima de abandono e estranheza.

Parte dos cenários foi construída fisicamente, enquanto outras áreas foram criadas digitalmente no Blender, mantendo o equilíbrio entre o real e o virtual. A verticalidade dos sets, com plataformas elevadas e túneis, ajudou a tirar os atores da zona de conforto e intensificou a imersão.

O impacto cultural dos Backrooms

O sucesso de “Backrooms: Um Não-Lugar” reforça como lendas urbanas digitais podem migrar da internet para o cinema com grande impacto. A narrativa do filme amplia a história original criada por Parsons no YouTube, agora com o protagonista vivido por Chiwetel Ejiofor e a participação da atriz Renate Reinsve.

Além disso, a produção da A24 demonstra a atenção aos detalhes e o respeito pela mitologia que conquistou milhões de fãs na web. O fenômeno dos Backrooms reflete um novo tipo de terror, que explora o medo do cotidiano, do banal e do desconhecido presente em espaços familiares.

O filme não apenas agrada aos fãs do gênero, mas também atrai o público jovem, responsável por impulsionar as bilheterias e garantir o sucesso da obra. Assim, “Backrooms: Um Não-Lugar” consolida um novo capítulo para o terror contemporâneo, onde o digital e o real se misturam para criar experiências imersivas e inesquecíveis.

Curiosidades sobre a produção

Durante as filmagens, a busca por autenticidade levou a situações inusitadas. Por exemplo, roupas usadas como adereços chegaram a ficar mofadas e com cheiro forte, tornando a experiência desconfortável para a equipe. Segundo Vermette, esse “método involuntário” só reforçou o clima claustrofóbico e estranho dos Backrooms.

A colaboração entre Kane Parsons e a equipe de produção garantiu que a visão original dos Backrooms fosse mantida. Cada detalhe, desde as texturas do papel de parede até a disposição dos móveis, foi pensado para respeitar as expectativas dos fãs e ampliar o universo para novos públicos.

Para quem deseja conhecer mais sobre filmes de terror com temáticas tecnológicas e digitais, vale conferir outras produções de sucesso do gênero, como destacado em 10 filmes de “terror tecnológico”.

Conclusão

“Backrooms: Um Não-Lugar” é um marco para o cinema de terror e para a cultura digital. A adaptação fiel do mito da internet, aliada à inovação na produção, mostra como histórias nascidas em fóruns e redes sociais podem ganhar vida nas telonas. O filme da A24 não apenas assusta, mas também fascina, ao transformar o ordinário em extraordinário e fazer o público questionar até que ponto os limites da realidade podem ser ultrapassados.

FAQ:

O que são os Backrooms?

Os Backrooms são um mito da internet que descreve um espaço labiríntico de salas vazias, corredores infinitos e atmosfera perturbadora, surgido em fóruns online nos anos 2010.

Como foi criada a ambientação do filme Backrooms?

A equipe construiu cenários físicos com milhares de metros de papel de parede e carpete, combinando elementos reais e digitais para reproduzir fielmente o universo dos Backrooms.

Quem é Kane Parsons, diretor do filme?

Kane Parsons é um jovem cineasta de 20 anos que popularizou os Backrooms no YouTube e dirigiu o filme “Backrooms: Um Não-Lugar”, sucesso de bilheteria da A24.

Marcos Barreto

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Marcos Barreto

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